Sábado, 4 de Setembro de 2010
A fé que cura
O lado de um cientista sobre um tema que por muito tempo foi menosprezado e ignorado pela ciência.
Michele Silva -
7/20/2010

 

 Este ano, após Deus abrir as portas, e me oportunizar uma bolsa integral de estudos em uma faculdade, comecei a cursar Terapia Ocupacional, uma profissão muito interessante que me chamou a atenção pelas vastas possibilidades de auxiliar pessoas a terem uma nova vida, diante da sociedade, uma outra chance de retomar suas vidas, diante dos obstáculos que ocorreram no meio do caminho. Durante o curso além das disciplinas normais, presenciais, precisamos fazer algumas disciplinas á distância, denominadas EADs. Estou fazendo a EAD de Cultura Religiosa, uma disciplina com assuntos muitas vezes polêmicos, pois lida com as crenças e princípios de cada um. Mas nesta semana achei o tema em discussão muito interessante, ele trata sobre: A fé que pode curar. Por isso resolvi compartilhar com vocês este artigo, visando nossa edificação como corpo. Creio ser importante para firmamos nossa fé no Senhor, e termos conhecimento dos acontecimentos que nos cercam e que podem nos ajudar no compartilhar da nossa fé. Espero que vocês aproveitem a leitura, e comentem sobre o assunto. Vou fazer alguns destaques no texto e no próximo artigo quero compartilhar algumas lições que podemos aprender deste assunto.

Espiritualidade é saúde: tese do psiquiatra e geriatra Harold Koenig

Há duas décadas, o pesquisador americano se debruçou sobre a relação entre religiosidade e saúde e conseguiu provar o que muitas pessoas já percebiam na prática: a fé pode curar.

Na década de 90, Koenig acompanhou 4 mil pessoas com mais de 60 anos e dos mais diferentes credos. O resultado, seis anos depois foi que menos da metade daquelas que não tinham uma prática religiosa assídua estava viva. Em contrapartida, 91% das que tinham uma crença encontravam-se saudáveis. Em entrevista a CRIATIVA, Koenig explica porque ter fé é um excelente remédio.

 

Por que o senhor resolveu pesquisar o assunto?

Há 20 anos, percebi entre meus pacientes que quem tinha uma prática religiosa era mais feliz e reagia melhor, física e emocionalmente, às doenças. Esses também tinham menos depressão, mais paz interior e aceitavam melhor os tratamentos médicos. Comecei a me questionar se tal comportamento poderia realmente influenciar na saúde.

O que o senhor concluiu?

Pessoas que têm crença religiosa e a praticam vivem, em geral, sete anos mais do que as que não alimentam a fé. Quem reza ou freqüenta cultos religiosos ao menos uma vez por semana tem 40% menos chances de apresentar pressão alta. Outro estudo mostra que 50% dos idosos saudáveis que não rezam estão mais propensos a morrer nos próximos seis anos do que os que têm esse hábito.

Por quê?

Pesquisas mostram que pessoas religiosas são mais otimistas e têm uma visão mais positiva da vida. Isso dá a elas um significado, um sentido, um objetivo e esperança. É perceptível, ainda, que essas pessoas têm uma vida social mais intensa - mais amigos, com quem interagem e com quem podem contar para receber apoio e ajuda emocional. Finalmente, são homens e mulheres com um estilo de vida mais saudável: fumam menos, não se excedem com bebidas alcoólicas, não usam drogas ou cometem atos criminosos. Todos esses fatores psicológicos, sociais e de comportamento influenciam nos processos de cura. Isso se reflete de maneira indireta na saúde, como reforço dos sistemas imunológico, endócrino e cardiovascular.

Mas quais seriam exatamente os efeitos fisiológicos da fé no organismo?

Práticas religiosas acalmam a mente e as emoções. E já é cientificamente comprovado que acalmar a mente reduz a pressão arterial e os batimentos cardíacos e reforça o sistema imunológico.

Esses efeitos são similares aos da meditação?

Sim. Mas se tornam mais poderosos se a prática vem acompanhada de uma crença religiosa forte, não apenas individual, mas de um grupo. Ter ou não fé pode fazer diferença na cura de algum problema específico de saúde? Observamos que os efeitos são especialmente relevantes para os males causados pelo excesso de stress, como doenças cardiovasculares, infartos. E pessoas que alimentam suas crenças espirituais enfrentam melhor as dores físicas. Em geral, são pessoas que não se deixam dominar pela dor.

Os profissionais de saúde sabem respeitar a crença de seus pacientes ou percebem a importância disso nos processos de cura?

Médicos são cientistas. Eles respeitam e valorizam os métodos científicos. Foi por meio dos métodos científicos que demonstramos que as pessoas que têm fé são mais saudáveis e felizes. Por isso, é crescente o número de médicos que levam em conta as crenças pessoais de seus pacientes como parte do processo de cura. No entanto, pesquisas demonstram que apenas 5% dos médicos incentivam seus pacientes a encarar sua religião ou seu credo espiritual como parte do tratamento. Mas isso está mudando nos Estados Unidos. Atualmente, mais de dois terços das escolas médicas americanas já têm disciplinas de 'religião e medicina'.

O senhor já vivenciou uma demonstração de que a fé pode curar que o tenha surpreendido?

Um amigo teve um tipo agressivo de câncer no cérebro, cujas células doentes se alastraram para os rins. Ele foi operado e o cirurgião retirou o máximo possível do tumor, mas o avisou que tinha poucos meses de vida. Ele, a família e as pessoas da igreja que freqüenta rezaram pela sua cura. Hoje ele é um homem saudável. E isso mostra que, mesmo para a ciência, existem coisas para as quais não há explicação lógica ou científica. É fé.


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