Sábado, 4 de Setembro de 2010
Educando nossos filhos com valores
Crianças felizes, adultos felizes
Michelle Rocha -
7/20/2010

 

A melhor coisa de estar morando em Belo Horizonte é que as igrejas daqui, talvez por serem maiores, têm condições de fazer eventos maravilhosos e que abençoam muito a vida dos que participam.

No dia 20 de março aconteceu o 8º Congresso de Educação, Psicologia e Evangelização Infantil. Entre vários palestrantes estava participando a nossa querida irmã Cris Poli, a Super Nanny da TV. Para quem não sabia ela é crente sim! E congrega na igreja Vida Nova, em São Paulo.

Fui presenteada pela minha sogra e pude ir a esse congresso. Foi bom demais! E neste artigo eu gostaria de compartilhar com vocês um pouco do que eu aprendi sobre educar nossos filhos com valores que são muito importantes e que estão sendo esquecidos por muitos pais.

Há algumas palavras que estão sendo confundidas ou esquecidas pelos pais e educadores e que precisam ser esclarecidas e relembradas:

1 – Família – O dicionário define família como Conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem; Pessoas do mesmo sangue, que vivem ou não em comum; Descendência, linhagem. O que o seu filho é quando nasce é uma mistura genética de você, seu cônjuge e suas respectivas famílias. Por isso, antes de julgar uma criança pela forma que ela é, lembre-se de que você colaborou para isso de forma genética.  A criança vai levar consigo os traços genéticos dos pais e, mais do que isso, tudo o que acontecer durante a gestação.  Muitos pais ignoram o fato de que ainda dentro da barriga o bebê já recebe estímulos que vai carregar para toda vida. E o ambiente em que essa criança vai nascer também vai influenciar em quem ela vai se tornar.

2 – Autoridade – Atualmente os pais não confiam na autoridade que eles tem para educar. E por causa disso acabam por confundir autoridade com autoritarismo. A autoridade não é imposta, ela é conquistada. Os pais conquistam a autoridade com a sua influência e prestígio. Os pais não conquistarão autoridade por falar mais alto ou por punir seus filhos.

Sendo autoritaristas os pais vão conseguir que os filhos obedeçam de vez em quando, mas o resultado é temporário. A criança reconhece a pessoa que tem autoridade e a obedece, sempre.

Autoridade também é sinônimo de voz de comando. O que se vê na maioria dos lares é que os pais não têm voz de comando, mas manipulam os filhos para conseguirem o que querem. Por exemplo, a mãe diz para o filho que não quer ir tomar banho: “se você tomar banho eu te dou aquele doce que você gosta”. Os pais podem sim premiar seus filhos pelas boas atitudes deles, mas isso é manipular a situação para que os filhos obedeçam. Dessa forma os pais vão criar um filho que será manipulado e que irá manipular também. Além de que hoje é um doce, amanhã um brinquedo, e a criança nunca vai obedecer.

Outros pais usam o medo porque não tem autoridade. Colocar medo em seu filho vai fazê-lo obedecer na hora, mas, como na manipulação, o efeito é passageiro.

3 – Responsabilidade – A obrigação e responsabilidade da educação dos filhos é totalmente dos pais. Os pais devem educar seus filhos, independentemente se trabalham fora ou não. Vovó, titia, babá, empregada, etc., são apenas colaboradores. Muitos pais trabalham e por isso precisam da ajuda dessas pessoas para cuidar de seus filhos. O problema é que muitos pais deixam seus filhos com essas pessoas e não estão preocupados com a educação deles. Simplesmente jogam a responsabilidade que somente deles para os outros. Assim é muito fácil, não é? O que acontece é que a criança cresce sem limites e insegura, por que não tem quem faça o papel de educador.

Se você precisa deixar seus filhos com outra pessoa enquanto trabalha você deve dizer a essa pessoa como você os educa e deixar claro que deve continuar assim. Dessa forma seus filhos vão saber que, mesmo ausente, os pais se preocupam com a educação deles.

4 – Organização – Os pais precisam organizar sua vida para transmitir os valores para seus filhos, para os tornar aptos para a vida.

É preciso ter ordem em casa. Se não tiver ordem tudo se torna um caos. Você pode ter uma babá, uma empregada, uma cozinheira, mas se não tiver ordem e organização tudo vai ser uma bagunça!

Os filhos precisam entender que é quem e quem faz o que.

5 – Rotina – Rotina significa segurança, não mesmice. As crianças precisam de uma rotina para se sentir seguras.

A criança sempre espera que o adulto lhe ensine e lhe mostre o que fazer. Os pais precisam comunicar aos filhos a rotina da casa. Tem que ter hora para dormir, hora para acordar, para brincar, para tomar banho, para almoçar, jantar, e hora para ter tempo com Deus.

6 – Disciplina – É preciso de regras para manter a organização. Disciplina não é castigo, mas sim ensino. E  a criança que é disciplinada é feliz porque está sendo ensinada. É claro que na hora da disciplina ela não vai gostar, mas ela vai entender que isso é ensino.

Infelizmente alguns pais não entendem que para mudar o comportamento dos filhos não se pode ferir o caráter deles.  Não sabem usar a disciplina. É preciso corrigir a atitude, mas preservar a criança. Nunca fale da criança, mas da atitude errada. Por exemplo: seu filho bateu no coleguinha. Aí você começa a xingar seu filho de monstro, de menino mal, de bruto. Não libere palavras que vão magoar a criança. Mostre que o que ele fez foi errado e que será disciplinado por isso.

7 – Respeito – Respeitar é honrar, é ter consideração. Os pais não precisam fazer a criança ter medo deles. Aquela frase antiga que diz: “Tem que ter medo para ter respeito” não é eficaz nem verdadeira. Se a criança vê que seus pais se respeitam um ao outro e o respeitam também, ele vai ter respeito pelos pais.

8 – Cumplicidade – É ter companheirismo, uma convivência íntima. Não sejam individualistas, sejam parceiros!

9 – Autonomia – Muitos pais criam seus filhos totalmente dependentes deles. Esquecem que as crianças precisam de autonomia, precisam de um pouco de independência. Isso permite o desenvolvimento físico e emocional da criança. Vemos muitas crianças de 7 ou 8 anos que ainda não sabem comer sozinhas, os pais dão na boca porque é mais rápido, suja menos, a criança come tudo. Mas acabam criando filhos totalmente dependentes e que vão crescer assim. Na hora de encarar a vida vão pedir para o papai fazer por eles?

10 – Indivíduo – Cada criança é uma criança. Evite comparações. O filho do fulano é diferente porque tudo é diferente. Não queira que seu filho seja como os filhos dos outros, mas incentive e desenvolva os talentos que cada um tem.

Se você tem mais de um filho não faça comparações entre eles. Eles são diferentes, tem pensamentos diferentes e vão seguir rumos diferentes.

11 – Tempo de qualidade – É diferente de quantidade. Às vezes os pais têm muito tempo em casa, mas dão pouco tempo de qualidade para os filhos. Não importa se seu tempo é pouco ou muito, o importante é dar tempo de qualidade. Aprenda a parar tudo por seus filhos.

12 – Elogiar – Lembrem-se de que há poder em suas palavras. Aquilo que você falar a criança vai acreditar. Elogie mais do que critique, quanto mais elogiar mais ela vai queres fazer melhor.

13 – Incentivar – É diferente de ameaçar. Anime, estimule seus filhos. Se a criança não consegue fazer algo não a reprove ou ameace, mas estimule-a a não desistir. Se ela for levada a desistir de tudo o que não conseguir fazer e nunca for incentivada essa criança vai se tornar um adulto frustrado, se achando incapaz de fazer algo.

E para finalizar, lembrem-se de que a Educação precisar ser sustentado por dois pilares: o amor e os limites. E  alicerçada em Deus.


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